Escritório do crime: Capitão Adriano, chefe do escritório do crime
Adriano da Nóbrega, ex-capitãso do BOPE

Escritório do crime deixa rastro de 18 homicídios não esclarecidos

De Rafael Soares no Jornal Extra.

Escritório do crime: Morto por policiais militares na Bahia, o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega deixou um rastro de assassinatos sem solução no Rio.

O Escritório do Crime, consórcio de matadores que criou com outros dois agentes que também haviam sido expulsos da PM, é suspeito de participar de 18 homicídios desde 2004. O jornal Extra teve acesso a inquéritos e à ficha disciplinar de Adriano na corporação e consultou agentes que investigaram a quadrilha para montar a linha do tempo das mortes. A lista de vítimas tem bicheiros, policiais militares, presidentes de escolas de samba, políticos e até um casal executado por engano.

Há casos já arquivados sem solução em que há a menção, em depoimentos, da participação do grupo. Outros seguem em andamento, sem denúncia à Justiça. Os inquéritos mais recentes estão no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do MP do Rio, que investiga a atuação do consórcio de matadores. Adriano morreu sem nenhuma condenação por homicídio.

Seis das mortes, entre 2004 e 2009, se relacionam com a guerra pelo espólio criminoso do bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o Maninho. A execução do contraventor, aliás, é a primeira da lista: o caso foi arquivado em 2018 sem que ninguém fosse indiciado. Na época, Adriano era ligado a um dos melhores amigos do bicheiro, o pecuarista Rogério Mesquita, a quem chamava de “padrinho”. Mesquita acabou ficando com parte dos bens e recrutou Adriano para sua quadrilha em 2006.

Peritos negam execução

Em matéria de Alexandre Santos, para o UOl, le-se que os peritos responsáveis pela necropsia do corpo negam que tenha havido tortura, assim como um tiro de misericórdia. Da mesma forma, garantem não sustentar-se a tese de execução, apesar de apontada em ampla reportagem pela revista Veja.

Adriano Magalhães da Nobrega foi encontrado na na zona rural de Esplanada, a 170 quilômetros de Salvador, no domingo (9), em um sítio.

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