Moro, o perfeito fingidor?
Carlos Roberto Winckler

Moro, um perfeito fingidor? – Será Moro uma espécie de agente, que, atormentado pela culpa em ter traído a Pátria, resolve imolar-se em praça pública?

Serve caninamente aos americanos e à elite local ciosa de seus privilégios e vendo o desastre alastrado, alia-se aos russos e convence procuradores ambiciosos e tementes a Deus a utilizarem a plataforma russa Telegram por oferecer mais segurança a suas cavilosas armações argentárias e sobretudo jurídico-políticas contra a liderança política mais popular em décadas?

Perfeito fingidor que chega a adotar o codinome de Russo. Uma personagem que oscila entre o Espião que saiu do frio e A vingança de Smiley de John le Carré?


Deveríamos ter maior compreensão, pois seus atos provavelmente serão reconsiderados no futuro. Quase no patíbulo, Moro se afigura uma personagem de grandeza trágica e modesta, pois reafirma sua inocência sem esperar reconhecimento.

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* Carlos Roberto Winckler é sociólogo
professor de Sociologia 
pesquisador  aposentado da FEE