Aparato de segurança. Porto Alegre, fevereiro de 2018

Aparato de segurança policial montado no julgamento de Lula, em fevereiro 2018 (POA)

 

Violência policial e intervenção federal e o tema do Concurso de Microbolsas para Reportagens patrocinado pela Conecta e pela Agência Pública. Serão distribuídas quatro bolsas no valor de 7 mil reais para os repórteres que propuserem pautas inéditas e originais sobre os temas. As inscrições devem ser feitas até o dia 25 de maio através do formulário online.

Podem participar  jornalistas de todo o País  interessados em investigar a violência policial, a intervenção federal e suas causas e impactos. Os candidatos devem detalhar sua pauta, seus planos de trabalho e  orçamento. Também devem comprovar experiência na produção de reportagens investigativas. A utilização da bolsa fica a critério do repórter, podendo ser usada nas despesas de produção da reportagem.

Além da bolsa, os jornalistas receberão  mentoria da Agência Pública para realizar do trabalho. O material será editado publicado e distribuído pela Agência Pública. Os candidatos  pré-selecionados passarão por uma fase de entrevistas e os vencedores serão anunciados no dia 11 de junho.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2016 mais de 4 mil pessoas morreram vítimas de intervenções policiais e 437 agentes de segurança pública foram vítimas de homicídio. Em 2018, por sua vez, o Rio de Janeiro sofre uma intervenção militar na área da segurança pública.

Questões como essas devem ser investigadas em profundidade. “Faltam reportagens investigativas, aprofundadas, que ajudem a mostrar por que nossa polícia é tão letal, mas também por que morrem tantos policiais. Por outro lado, com os militares atuando cada vez mais na segurança pública, o jornalismo tem que se capacitar para monitorar também essa atuação. É o que pretendemos fazer com esse concurso de Microbolsas”, diz Natalia Viana, codiretora da Agência Pública.

“A lógica militarizada, autoritária e racista que impera na estrutura policial brasileira é fonte considerável de violações no Brasil. Quando apontamos tais falhas estruturais, não nos referimos à figura do policial, mas a uma política de Estado, herança da ditadura, mas ainda corroborada pelos governos democráticos. Chama a atenção a omissão e conivência dos órgãos de controle externo, como o Ministério Público, e o crescente uso das Forças Armadas em atribuições que são de natureza civil, como a Segurança Pública”, diz Rafael Custódio, coordenador do programa de Violência Institucional da Conectas. “Com o projeto de Microbolsas, queremos não apenas apoiar o bom jornalismo investigativo, mas também contribuir para trazer à tona histórias que ilustrem esse quadro de desrespeito a direitos fundamentais”, reforça Custódio.

 

Leia mais:
Regulamento do concurso.

Para mais informações, use o e-mail contato@apublica.org.

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